" Quando me ponho a compor frases e rimas, não sou mais eu a pensar, mas a Alma de Poeta que cisma em fazer giros no ar..."
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Eu, tu e a Poesia
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Que bom que todo dia é dia de abraçar o amigo!
AOS AMIGOS DE TODOS OS DIAS OU DE VEZ EM QUANDO- UM ABRAÇO!
Há algum tempo, recebi por e-mail uma mensagem de uma grande amiga, agradecendo aos amigos pela importância decisiva na sua luta contra o câncer. Esta mensagem continha o vídeo de uma música conhecida de Simon & Garfunkel, “Ponte sobre águas turbulentas”. A letra diz que, mesmo em momentos em que olhamos em volta e não encontramos ninguém, nunca estamos sozinhos. Evocando uma presença misteriosa, nos remete ao trecho bíblico de Isaías – 41.13: “Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo”. Nos infunde ânimo e traz esperança, a certeza desta presença, que em sentido religioso reconhecemos como Deus, encontra-se comumente personalizada na figura do amigo (ou melhor amigo).
Nas batalhas da vida, a gente luta, até consegue nadar por entre pedras, mas a diferença que essa ponte faz é aquilo que realmente não tem preço. As dificuldades nos lapidam, nos tornam mais fortes, despertam em nós uma coragem muitas vezes desconhecida em épocas de mais tranquilidade. Mas nada supera a segurança emocional de sentir-se amado, amparado, a certeza de “alguém está pensando em mim”.
É bom receber o abraço dos que estão perto, e não podemos nos privar desse benefício. É bom receber visita, principalmente quando uma enfermidade nos impede de sair à rua. Que sossego é entrar para uma consulta médica delicada, sabendo que, ao sair do consultório, haverá alguém nos esperando na sala de espera. Esta minha amiga agradecia aos amigos que estiveram presentes nesse processo e em vários momentos a ampararam literalmente, segurando em seu braço. Mas ela também mostrava-se sinceramente agradecida aos muitos amigos distantes que, graças ao recurso providente da Internet puderam manifestar-lhe seu carinho.
Pesquisas comprovam o poder curativo de se ter amigos, mesmo os virtuais, muitos deles que nunca vimos e talvez nunca veremos, mas que lembram da gente ao receberem uma linda mensagem. O simples ato de encaminhar mensagens que, para algumas pessoas pode significar um tormento, para uma determinada pessoa num determinado momento pode ser o único motivo do dia para sorrir e renovar a esperança.
Receber mensagens encaminhadas não incomoda, (se não tiver tempo, a gente simplesmente não lê e a pessoa nem fica sabendo, e ainda assim fica feliz por ter enviado).Se a gente acha tempo pra responder, ou apenas encaminhar, nem que seja de vez em quando, fica com a alma em paz e ainda pode salvar vidas.
Viva os amigos, viva o sentimento fraterno.
Abraços.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Cheiros mornos da infância.
No centro da cozinha,
aquecida pelas labaredas da lareira
e embalada pelo som das vozes
dos personagens do meu seriado preferido ,
deleitava-me nas águas mornas do velho bacião.
Mornas como o cuidado da minha mãe...
O tempo passou
e minhas pernas cresceram...
Passei a usar o chuveiro
e a velha bacia de alumínio, desbeiçada,
se foi para a beira do tanque,
a por roupas a quarar.
Aquele cheirinho morno
de espuma e braseiro
vez por outra me assombra...
aquecida pelas labaredas da lareira
e embalada pelo som das vozes
dos personagens do meu seriado preferido ,
deleitava-me nas águas mornas do velho bacião.
Mornas como o cuidado da minha mãe...
O tempo passou
e minhas pernas cresceram...
Passei a usar o chuveiro
e a velha bacia de alumínio, desbeiçada,
se foi para a beira do tanque,
a por roupas a quarar.
Aquele cheirinho morno
de espuma e braseiro
vez por outra me assombra...
sábado, 9 de julho de 2011
Lilu, apaixonada pela Vida
Este acróstico eu fiz no fim do ano, o primeiro de uma série para os colegas do CLIPE, quando soube da notícia que Lilu saiu da UTI e foi para o quarto, fiquei tão feliz , que fui relê-lo e resolvi republicá-lo em homenagem a mais esta vitória. Fazia pouco tempo que tinha começado a conviver com ela e já era isso que ela me passava como marcante em sua aura: sua paixão pela vida e fibra de peleadora.
Lilu, eu te amo, e mais um mundão de gente que já teve a alegria de te conhecer. Muita saúde!
Lilu, palavra doce,
Identifica uma artista.
Guarda na alma
Infinitas paixões,
Arrebata e conquista.
Abraços líricos,
Nos presenteia,
Toca e fascina.
Uma mulher,
Na alma uma menina.
Embaixadora da paz,
Sabe o que quer.
Lutadora e curiosa,
Emoção a flor da pele,
Indecifrável.
Vai sem temor,
Apaixonada pela vida,
Semear o Amor.
terça-feira, 5 de julho de 2011
poeminha de repente
Sonhando com as estrelas
Eu olhava...
parecia que sorriam.
Parecia?
elas brilhavam
e em sonho me contavam
coisas que eu já ouvi,
mas parece que me esqueci.
Eu olhava...
e meus olhos, marejados,
delas não desgrudavam,
era verdade,
elas sorriam.
Não era sonho,
era até dia!...
Eu sabia
que elas existiam,
eu sonhava
e elas me diziam:
Acredita!
Sonha
e o teu sonho
se realiza.
Eu olhava...
e escutava,
e elas me falavam
coisas de um tempo
em que a gente
era pura poesia.
Bel Plá
( um poeminha de repente para minha amada amiga Eny)
parecia que sorriam.
Parecia?
elas brilhavam
e em sonho me contavam
coisas que eu já ouvi,
mas parece que me esqueci.
Eu olhava...
e meus olhos, marejados,
delas não desgrudavam,
era verdade,
elas sorriam.
Não era sonho,
era até dia!...
Eu sabia
que elas existiam,
eu sonhava
e elas me diziam:
Acredita!
Sonha
e o teu sonho
se realiza.
Eu olhava...
e escutava,
e elas me falavam
coisas de um tempo
em que a gente
era pura poesia.
Bel Plá
( um poeminha de repente para minha amada amiga Eny)
domingo, 12 de junho de 2011
Para tu amor
Meu filho nerd me chama de nerd, eu gosto me mexer nas ferramentas que o meio virtual me dispõe. Há 1 ano e meio, depois da primeira viagem a Dubai, fiz um PPS em homenagem à minha filhotinha, por ter nos proporcionado esta "wonderfull experiencie". De tanto furungar no google, agora consegui reverter este trabalho para um vídeo do youtube.
Ele conta do meu amor, alegria e orgulho da minha Alma Gêmea, que se chama Ana. Meu presente de Dia dos Amados.
Assiste! O vídeo se encontra na parte inferior do blog, junto a outros vídeos.
Ele conta do meu amor, alegria e orgulho da minha Alma Gêmea, que se chama Ana. Meu presente de Dia dos Amados.
Assiste! O vídeo se encontra na parte inferior do blog, junto a outros vídeos.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Este é meu novo E-book.Ele pode ser lido gratuitamente. Basta acessar o link abaixo, que faz parte do meu perfil de autor do Recanto das Letras:
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/2987229
Pode-se escolher fazer download ou imprimir o documento em PDF.
Resenha: Muitas vezes, nos nossos sonhos, encontramos respostas para muitas indagações. É como se abrisse um portal que leva a um universo paralelo. Ao acordar, fica aquela dúvida: será que foi imaginação? Ou aquilo realmente aconteceu?
Elisa tinha uma vida satisfatória, um casamento equilibrado, uma relação madura e um emprego que lhe dava uma vida confortável e segura. Houve época em que seu espírito idealista esteve ocupado em traçar planos e realizar sonhos fomentados na infância. Mas, com o passar do tempo, seus pés foram se firmando no chão e, mesmo sendo invadida, por vezes, por dúvidas, sabia a fórmula para voltar à estabilidade.
Então, por que, de repente, o passado voltava, com tanta intensidade, e a incitava a ouvir de novo a voz de seu coração?
Boa leitura! E, se gostar, agradeço por divulgar.
Abraço da Bel
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/2987229
Pode-se escolher fazer download ou imprimir o documento em PDF.
Resenha: Muitas vezes, nos nossos sonhos, encontramos respostas para muitas indagações. É como se abrisse um portal que leva a um universo paralelo. Ao acordar, fica aquela dúvida: será que foi imaginação? Ou aquilo realmente aconteceu?
Elisa tinha uma vida satisfatória, um casamento equilibrado, uma relação madura e um emprego que lhe dava uma vida confortável e segura. Houve época em que seu espírito idealista esteve ocupado em traçar planos e realizar sonhos fomentados na infância. Mas, com o passar do tempo, seus pés foram se firmando no chão e, mesmo sendo invadida, por vezes, por dúvidas, sabia a fórmula para voltar à estabilidade.
Então, por que, de repente, o passado voltava, com tanta intensidade, e a incitava a ouvir de novo a voz de seu coração?
Boa leitura! E, se gostar, agradeço por divulgar.
Abraço da Bel
sexta-feira, 6 de maio de 2011
HOMENAGEM ÀS MÃES
Maio é o mês dedicado às mães. As mães, a quem não há um só dia em que não dediquemos nosso pensamento e nossa atenção. Mães, esses seres que, por mais que tentemos, não conseguimos definir ou classificar em nenhuma categoria. Porque mãe é indefinível por excelência, dela apenas podemos falar por exemplos, lembrando fatos, descrevendo traços de personalidade, refletindo sobre os reflexos de seus cuidados em nossa vida.
Mãe, eu te amo. De um amor assim, que não sei explicar, mas sei que ele vem através do meu umbigo. Dizem que o amor das mães é sublime. Eu acredito, mas também sei que não adianta nem tentar questionar por que é assim. Mães geram, mães amamentam, mães velam. Deus deu lágrimas às mães, será que foi uma grande misericórdia, por ser o único ponto de escape desse coração que suporta tudo, que elabora tudo?
Quando penso na grandiosidade do compromisso que Deus oferendou às mães, sinto-me pequenina em minhas reivindicações pessoais, quedo-me ante à grandiosidade das batalhas que enfrentaste para levar adiante esse sacerdócio que é a maternidade. Não foram só batalhas deste mundo material, aliás, estas não foram poucas. Fraldas(de pano, as originais), cuidados com alimentação e disciplina, noites dedicadas à febre, à espera, à preocupação com a segurança...
Mas também houve as outras batalhas, as que travaste com teu próprio ser, desistências, resignações, conflitos, sonhos desfeitos ou modificados. A partir do momento em que o primeiro filho chega a um lar, essas palavras tornam-se realidades para cada mulher, a ponto de se fundir à própria personalidade. Tu, como fiel depositária dessa missão dada por Deus, não fugiste à regra, e tiveste que te adaptar a cada nova situação. Saíste vitoriosa, confirmando o dito de que é através dos frutos que se vê a qualidade da árvore.
Mas o Universo de uma mãe não é feito só de batalhas. Mãe é a primeira amiga, a primeira professora, a primeira enfermeira. Brincamos juntas, rimos juntas, choramos juntas, , contigo aprendi a amar e a cuidar. Partilhamos momentos intensos e inesquecíveis, comemoramos muitas vitórias, construímos uma história.
Dirigindo-me a ti, louvo a todas as mães, anjos com colos quentes e macios, lugar para onde sentimos vontade de voltar, quando a vida nos parece demasiado complicada. Através de mim, vai o pedido de perdão de cada filho pelo único dia em que o nome de uma mãe não foi glorificado.
Bel Plá
Mãe, eu te amo. De um amor assim, que não sei explicar, mas sei que ele vem através do meu umbigo. Dizem que o amor das mães é sublime. Eu acredito, mas também sei que não adianta nem tentar questionar por que é assim. Mães geram, mães amamentam, mães velam. Deus deu lágrimas às mães, será que foi uma grande misericórdia, por ser o único ponto de escape desse coração que suporta tudo, que elabora tudo?
Quando penso na grandiosidade do compromisso que Deus oferendou às mães, sinto-me pequenina em minhas reivindicações pessoais, quedo-me ante à grandiosidade das batalhas que enfrentaste para levar adiante esse sacerdócio que é a maternidade. Não foram só batalhas deste mundo material, aliás, estas não foram poucas. Fraldas(de pano, as originais), cuidados com alimentação e disciplina, noites dedicadas à febre, à espera, à preocupação com a segurança...
Mas também houve as outras batalhas, as que travaste com teu próprio ser, desistências, resignações, conflitos, sonhos desfeitos ou modificados. A partir do momento em que o primeiro filho chega a um lar, essas palavras tornam-se realidades para cada mulher, a ponto de se fundir à própria personalidade. Tu, como fiel depositária dessa missão dada por Deus, não fugiste à regra, e tiveste que te adaptar a cada nova situação. Saíste vitoriosa, confirmando o dito de que é através dos frutos que se vê a qualidade da árvore.
Mas o Universo de uma mãe não é feito só de batalhas. Mãe é a primeira amiga, a primeira professora, a primeira enfermeira. Brincamos juntas, rimos juntas, choramos juntas, , contigo aprendi a amar e a cuidar. Partilhamos momentos intensos e inesquecíveis, comemoramos muitas vitórias, construímos uma história.
Dirigindo-me a ti, louvo a todas as mães, anjos com colos quentes e macios, lugar para onde sentimos vontade de voltar, quando a vida nos parece demasiado complicada. Através de mim, vai o pedido de perdão de cada filho pelo único dia em que o nome de uma mãe não foi glorificado.
Bel Plá
domingo, 1 de maio de 2011
Fazendo literatura
Neste Dia do Trabalhador, um abraço especial aos amigos operários das letras. Aos escritores, poetas, trovadores, músicos, historiadores, contadores de histórias... a estes cidadãos e muitos mais, que, com esforço e senso de compromisso, constroem o futuro da sua família e de seu país. Trabalhar é movimentar a Vida, é dispor da individualidade em benefício do todo.
José Saramago dizia que o processo criativo não tem nada a ver com inspiração, com a angústia da página em branco. Para este mago das palavras, Prêmio Nobel 1998, literatura é trabalho.
Pois, que, literatura é isto, essa fábrica de idéias desvendadas. Uma rica combinação de intenção e suor. Pensa, escreve, pesquisa, copia, cola, deleta... ações cotidianas dos dedicados a revelar o filme que nasce no imaginário em prosa, verso e em seus diversos gêneros.
Nas palavras de uma amiga escritora, literatura é uma eterna provocação. Para alguns, permear um texto com citações é incorrer em plágio, mas o que faz o escritor senão provocar reações, despertar a necessidade de uma réplica, quiçá uma tréplica. Uma obra publicada, intencionalmente ou não, transforma-se em fermento para novas obras, nascidas das mentes de estudiosos, inconformes e admiradores.
Fazer literatura é representar em forma o que lhe vai à alma, e, ao publicar, permitir que o leitor dê sua interpretação, de acordo com o que lhe vai à mente. Nessa "tradução", o leitor cria uma nova obra, inédita, muitas vezes "intraduzível" em palavras, mas riquíssima em sentimento.
Bel Plá
José Saramago dizia que o processo criativo não tem nada a ver com inspiração, com a angústia da página em branco. Para este mago das palavras, Prêmio Nobel 1998, literatura é trabalho.
Pois, que, literatura é isto, essa fábrica de idéias desvendadas. Uma rica combinação de intenção e suor. Pensa, escreve, pesquisa, copia, cola, deleta... ações cotidianas dos dedicados a revelar o filme que nasce no imaginário em prosa, verso e em seus diversos gêneros.
Nas palavras de uma amiga escritora, literatura é uma eterna provocação. Para alguns, permear um texto com citações é incorrer em plágio, mas o que faz o escritor senão provocar reações, despertar a necessidade de uma réplica, quiçá uma tréplica. Uma obra publicada, intencionalmente ou não, transforma-se em fermento para novas obras, nascidas das mentes de estudiosos, inconformes e admiradores.
Fazer literatura é representar em forma o que lhe vai à alma, e, ao publicar, permitir que o leitor dê sua interpretação, de acordo com o que lhe vai à mente. Nessa "tradução", o leitor cria uma nova obra, inédita, muitas vezes "intraduzível" em palavras, mas riquíssima em sentimento.
Bel Plá
carta
CARTA PARA DEUS
Pai,
Me deu uma vontade de falar contigo! Faz muito tempo que a gente não se encontra. Eu sei, a culpa é minha, tu sempre tens tempo para teus filhos. Mas tenho andado tão ocupada! Vai soar como uma desculpa, mas eu não tenho conseguindo achar tempo. Na verdade, eu tentei. Mas não achei as palavras certas. Sempre ouvi que para falar com Deus não precisava usar palavras bonitas, mas em todo lugar que procuro só acho orações com palavras complicadas. Fiquei com medo de não ser entendida.
Está bem, continuo com evasivas. A verdade é que eu queria mesmo era abrir a alma. São tantas as perguntas que eu queria fazer, até já ensaiei no pensamento. Pensar é mais fácil, né? Mas quando a gente tenta passar para o papel, complica um pouco. Vai ficar registrado, e é melhor usar de sinceridade. Então, aqui, diante de ti e de teu reino, eu confesso. Andei distante por falta de coragem.
Sabe, eu não tenho sido muito correta, tenho tido lá minhas faltas, é difícil admitir. E agora, eu te dizendo isto, podes prontamente me inquirir: “Mas se sabes o que deves fazer, por que não fazes?” Fico pensando se não me acharão meio lunática, falando desse jeito com Deus e acreditar mesmo que ele vai me responder com toda essa intimidade, até me chamando de tu...
Mas me sinto mais à vontade de falar contigo assim, como se eu estivesse agora, puxando um banco e me sentando do teu lado, tu me ouvindo e deixando eu expor minhas idéias. Eu sempre fui de falar muito, usar argumentos convincentes. Mas agora, aqui, estando ao teu lado, como um velho amigo e companheiro, as palavras me faltam. Sempre ouvi falar que és onisciente. Acho que deve ser mesmo verdade, porque diante de ti sinto-me tentada a calar-me. Começo a pensar e parece que já sabes tudo que se passa.
De todos os teus atributos, o que mais me impressiona é a onipresença. Não sei explicar como isso acontece, mas tenho a certeza que, onde quer que eu esteja, estás ali a me orientar. Às vezes, estou tão concentrada nos assuntos do mundo material, que nem consigo entender direito as tuas dicas e me perco. Ainda assim, sinto tua presença e teu amparo. Tenho certeza que não estou sozinha. Sei que vou tomar a direção errada e arcar com as consequências, mas ainda assim, segurarás firme a minha mão e apontarás o caminho.
Essa confiança tem sido meu leme. É ela que está me fazendo vencer o medo de chegar diante de ti e confessar que tenho sido omissa. Diante da tua onipotência, percebo o quão distante da real coragem me encontro, e caio de joelhos. Não para me humilhar, pois sei que és puro Amor e Bem e cada filho teu é o mais amado. Mas para, rente ao chão, poder reduzir o ego a um nível tão ínfimo, que minha verdadeira natureza possa finalmente se manifestar e conseguir captar tua sábia orientação.
Para falar bem a verdade, mesmo, hoje nem precisas mandar dica nenhuma. Andei meio preguiçosa e desperdicei umas quantas oportunidades de aprendizado. Depois, com tempo, vou vasculhar nas gavetas da memória e examinar cuidadosamente o que guardei desleixadamente, tenho certeza que já será de grande valia para enfrentar estes mares revoltosos. Por agora, me contento apenas em ficar aqui, debaixo deste céu noturno, coberto de estrelas, sentindo este ventinho de início de outono, sentindo-me confortada por estar merecendo que me olhes com teu olhar amoroso.
Obrigado, Pai, por nunca desistir de mim.
Bel Plá.
Pai,
Me deu uma vontade de falar contigo! Faz muito tempo que a gente não se encontra. Eu sei, a culpa é minha, tu sempre tens tempo para teus filhos. Mas tenho andado tão ocupada! Vai soar como uma desculpa, mas eu não tenho conseguindo achar tempo. Na verdade, eu tentei. Mas não achei as palavras certas. Sempre ouvi que para falar com Deus não precisava usar palavras bonitas, mas em todo lugar que procuro só acho orações com palavras complicadas. Fiquei com medo de não ser entendida.
Está bem, continuo com evasivas. A verdade é que eu queria mesmo era abrir a alma. São tantas as perguntas que eu queria fazer, até já ensaiei no pensamento. Pensar é mais fácil, né? Mas quando a gente tenta passar para o papel, complica um pouco. Vai ficar registrado, e é melhor usar de sinceridade. Então, aqui, diante de ti e de teu reino, eu confesso. Andei distante por falta de coragem.
Sabe, eu não tenho sido muito correta, tenho tido lá minhas faltas, é difícil admitir. E agora, eu te dizendo isto, podes prontamente me inquirir: “Mas se sabes o que deves fazer, por que não fazes?” Fico pensando se não me acharão meio lunática, falando desse jeito com Deus e acreditar mesmo que ele vai me responder com toda essa intimidade, até me chamando de tu...
Mas me sinto mais à vontade de falar contigo assim, como se eu estivesse agora, puxando um banco e me sentando do teu lado, tu me ouvindo e deixando eu expor minhas idéias. Eu sempre fui de falar muito, usar argumentos convincentes. Mas agora, aqui, estando ao teu lado, como um velho amigo e companheiro, as palavras me faltam. Sempre ouvi falar que és onisciente. Acho que deve ser mesmo verdade, porque diante de ti sinto-me tentada a calar-me. Começo a pensar e parece que já sabes tudo que se passa.
De todos os teus atributos, o que mais me impressiona é a onipresença. Não sei explicar como isso acontece, mas tenho a certeza que, onde quer que eu esteja, estás ali a me orientar. Às vezes, estou tão concentrada nos assuntos do mundo material, que nem consigo entender direito as tuas dicas e me perco. Ainda assim, sinto tua presença e teu amparo. Tenho certeza que não estou sozinha. Sei que vou tomar a direção errada e arcar com as consequências, mas ainda assim, segurarás firme a minha mão e apontarás o caminho.
Essa confiança tem sido meu leme. É ela que está me fazendo vencer o medo de chegar diante de ti e confessar que tenho sido omissa. Diante da tua onipotência, percebo o quão distante da real coragem me encontro, e caio de joelhos. Não para me humilhar, pois sei que és puro Amor e Bem e cada filho teu é o mais amado. Mas para, rente ao chão, poder reduzir o ego a um nível tão ínfimo, que minha verdadeira natureza possa finalmente se manifestar e conseguir captar tua sábia orientação.
Para falar bem a verdade, mesmo, hoje nem precisas mandar dica nenhuma. Andei meio preguiçosa e desperdicei umas quantas oportunidades de aprendizado. Depois, com tempo, vou vasculhar nas gavetas da memória e examinar cuidadosamente o que guardei desleixadamente, tenho certeza que já será de grande valia para enfrentar estes mares revoltosos. Por agora, me contento apenas em ficar aqui, debaixo deste céu noturno, coberto de estrelas, sentindo este ventinho de início de outono, sentindo-me confortada por estar merecendo que me olhes com teu olhar amoroso.
Obrigado, Pai, por nunca desistir de mim.
Bel Plá.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
artigo
Qual é a medida do amor?
“Fazer o bem sem olhar a quem”. É um ditado antigo, lembro de ouvir isso desde guria, e esta é a única forma de nos libertarmos dos apegos e construir uma cultura de paz. Quantas graças proporciona o ato de doar-se incondicionalmente ao nosso semelhante.
Através da oração nos comunicamos e comungamos com a Grande Vida que preenche todo o Universo e com o mundo das infinitas possiblidades. Mas se ocuparmos esse momento sagrado com intenções egoísticas, concentradas em obter benefícios materiais, veremos escoar o fluxo dessa vigorosa e misteriosa força que nos impulsiona para o progresso.
O amor é a saída para resolver todos os males, é elemento transformador, onde quer que o expressemos, os resultados serão sempre benéficos. Não há quem recuse uma palavra amiga, um abraço fraterno. “ Posso orar por ti?” Já ouviu alguém dizer: “Não, obrigado.” ? O poder milagroso de um gesto amoroso cura diversos males, desde o corpo físico, mente e alma.
E o bom é que essa capacidade, de manifestar amor infinitamente, nós trazemos conosco, de graça. Só temos que por em funcionamento, fazer movimentar e criar as coisas belas que só o amor é capaz de proporcionar.
Há diversos níveis de manifestação de amor, todos necessários, mesmo a forma mais elementar, como o amor egocêntrico. Entre não doar amor nenhum e fazer isso esperando recompensa ainda é melhor a segunda hipótese. O importante é não ficar estagnado nesse nível e procurar ir elevando aos poucos a magnitude. Amar quem nos faz bem, agradecer a boa vontade alheia, retribuir a gentilezas, tudo isto tem efeito positivo, mas ainda está longe do amor universal. É preciso se esforçar na prática dessas várias modalidades, buscando sempre o aprimoramento.
O amor incondicional é aquele em que não se fica buscando a própria felicidade, em que não há a preocupação em saber se estamos provocando afeição recíproca, em que não há a necessidade de merecimento pela parte que o está recebendo. Segundo Masaharu Taniguchi, “Um olhar de profundo amor faz desaparecer tudo que é imperfeito”.
Temos como modelo de amor supremo Jesus Cristo, que, na hora da agonia, tendo como companheiros de cruz dois descumpridores da lei dos homens, fitou-os com seu olhar amoroso e convidou-os a sentarem-se com ele ao lado do Pai, em sua chegada ao Paraíso. O amor vence a dureza, destrói carmas profundos, faz brotar o arrependimento. É fácil amar os bonzinhos, os íntegros, os corretos, os que não nos incomodam. Mas a verdadeira felicidade se atinge ao constatar o grande poder regenerador que só um voto de confiança é capaz de criar. “Vá e não peques mais”- são palavras proferidas em uma época remota, mas carregadas de um grande poder concretizador. Corresponde, na mesma proporção, àquela frase dita pela mãe ao pequeno que acabou de aprontar uma arte: “A mãe sabe que tu gosta de ajudar e vai arrumar tudo bem direitinho”.
Fala-se muito em como alcançar a paz, em como salvar o planeta, e esquece-se que a paz mundial é reflexo da paz individual. Que uma nação é formada pelo somatório das mentes de cada um dos cidadãos que a compõe. A solidariedade, que é constituída pelo espírito de ajuda mútua, é um fator fundamental para mudança de atitudes.
A frase conhecida: "farinha pouca, meu pirão primeiro" , que tem regido os relacionamentos humanos em seus diversos âmbitos, é um paradigma perfeitamente passível de ser trocado, mas para isso é exigido um esforço pessoal que gera gasto de energia. Energia esta que temos de sobra, e não nos custa nada, energia vital, que, somada a uma dose generosa de desprendimento, provoca reformas profundas e consistentes. Nas palavras do pensador e político francês Victor Hugo, “A medida do amor é amar sem medida”.
“Amai-vos uns aos outros” é a pílula com potencial para sanar uma infinidade de males e proporcionar paz, sossego e progresso espiritual e também material tanto ao que doa quanto ao que recebe. E sem efeitos colaterais e com garantia de fornecimento ininterrupto, inclusive em momentos de crise. Vamos dar as mãos?
Bel Plá, hervalense.
escritora e poeta do Centro Literário Pelotense - CLIPE
quarta-feira, 20 de abril de 2011
18 de abril- Dia do Livro Infantil - dia de Monteiro Lobato
José Bento Monteiro Lobato nasceu a 18 de abril de 1882 —mas jurava de pé junto ter nascido em 1884— na cidade de Taubaté.
Filho do fazendeiro José Bento Marcondes Lobato e de dona Olímpia Augusta Monteiro Lobato, ele foi, além de inventor e maior escritor da literatura infanto-juvenil brasileira, um dos personagens mais interessantes da história recente desse país.
Grande parte da literatura de Monteiro Lobato sempre foi direcionada aos leitores pequeninos. Produziu durante toda sua carreira literária 26 títulos destinados ao público infantil. É um dos mais importantes escritores da literatura infanto-juvenil da América Latina e também do mundo.
A maioria das histórias de seus livros infantis se passavam no Sítio do Picapau Amarelo, um sítio no interior do Brasil, tendo como uma das personagens a senhora dona da fazenda Dona Benta, seus netos Narizinho e Pedrinho e a empregada Tia Nastácia. Esses personagens foram complementados por entidades criadas ou animadas pela imaginação das crianças na história: a boneca irreverente Emília e o aristocrático boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa, a vaca Mocha, o burro Conselheiro, o porco Rabicó e o rinoceronte Quindim.
No entanto, as aventuras na maioria se passam em outros lugares: ou num mundo de fantasia inventados pelas crianças, ou em histórias contadas por Dona Benta no começo da noite. Esses três universos são interligados para a histórias e lendas contadas pela avó naturalmente se tornarem cenário para o faz-de-conta, incrementado pelo dia-a-dia dos acontecimentos no sítio.
"Um país se faz com homens e livros"Monteiro Lobato
Dicas dos seguidores do Tweeter da Biblioteca Nacional, no Dia Internacional do Livro Infantil . Muito válida:
Maria Clara Machado, Monteiro Lobato, Pedro Bandeira, Cecília Meireles, Olavo Bilac, Ganymedes José, Marcos Rey
JK Rowling, Jostein Gaarder, Andrew C. Andry, Maurice Druon, Antoine de Saint-Exupéry, Quino, Júlio Verne
Mauricio de Sousa, Ruth Rocha, Mario Quintana, José Mauro de Vasconcellos
Hans Christian Andersen (“O Patinho Feio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia”)
Bons hábitos de leitura se cultivam desde criancinha!
domingo, 17 de abril de 2011
Vamos combinar?
Por favor, se quizeres ser meu amigo, não me faças desfeita: não me leves muito a sério.
O que há de mais sério para ser encarado em mim é a minha alegria.
Não intentes subtraí-la, sob a pena de manteres sob teu jugo apenas um perfil estereotipado. Minha alma já estará bem longe, a salvo das nefastas influências, ocupada em fazer a vida valer a pena...
quinta-feira, 31 de março de 2011
Ensaio sobre a cegueira- José Saramago- Resenha
Um livro marcante e intenso. O discurso de Saramago de forma contínua, com frases emendadas apenas com vírgulas e parágrafos imensos, nos levam a uma leitura em alta velocidade, os fatos vão ocorrendo, as pessoas vão cegando, e não achamos um ponto para tomar fôlego. Somos levados das ruas para as casas das pessoas, e destas para o hospício, onde os valores morais vão sendo depostos ante às necessidades de sobrevivência provocadas pelo caos que o mundo da cegueira provoca.
Saramago mostra o lado degradante a que os seres humanos podem chegar, e ao mesmo tempo nos traz, no desenrolar da história, justamente a superação do momento caótico pela intervenção de elementos positivos, como o Amor, a compaixão, o espírito de solidariedade, o conceito da união para a sobrevivência do grupo.
Muito tocante a união das mulheres indo expontaneamente satisfazer as necessidades sexuais dos homens do outro grupo, passando por cima de sua dignidade.
Também marcante é a cena da mulher do médico servindo água nas taças de cristal, ao receber os cegos sujos e esfarrapados, sentados em seus sofás.
Aliás, a mulher tem um papel fundamental na história.
Tem uma frase muito marcante... "uma coisa que não tem nome, isso é o que somos".
É evidente que isso é a natureza humana, mas pelos muitos comentários que li anteriormente, iniciei a leitura achando que ele referia esse termo a esse comportamento vil, abjeto, deplorável, que foi se manifestando, cada vez com mais intensidade.
Mas o que ficou para mim, de toda obra, é que a natureza humana verdadeira é justamente a que foi mostrada por esse grupo que aprendeu a sobreviver e cuidar uns dos outros, e é esta que ele nos instiga a abrir os olhos para ver, não é um grito desesperado de quem vê que não tem mais jeito.
É um grito desesperado de quem nos diz: Abram os olhos, vejam quem são vocês, vejam o outro como ele realmente é, feche os olhos para o aspecto material e enxergue a grandiosidade que é o ser humano, enquanto é tempo.
ISSO É O QUE SOMOS, SÓ NÃO ENXERGAMOS PORQUE ESTAMOS COM OS OLHOS FECHADOS- BASTA ABRIR E VER- ISTO É A NOSSA ESSÊNCIA.
Bel
Saramago mostra o lado degradante a que os seres humanos podem chegar, e ao mesmo tempo nos traz, no desenrolar da história, justamente a superação do momento caótico pela intervenção de elementos positivos, como o Amor, a compaixão, o espírito de solidariedade, o conceito da união para a sobrevivência do grupo.
Muito tocante a união das mulheres indo expontaneamente satisfazer as necessidades sexuais dos homens do outro grupo, passando por cima de sua dignidade.
Também marcante é a cena da mulher do médico servindo água nas taças de cristal, ao receber os cegos sujos e esfarrapados, sentados em seus sofás.
Aliás, a mulher tem um papel fundamental na história.
Tem uma frase muito marcante... "uma coisa que não tem nome, isso é o que somos".
É evidente que isso é a natureza humana, mas pelos muitos comentários que li anteriormente, iniciei a leitura achando que ele referia esse termo a esse comportamento vil, abjeto, deplorável, que foi se manifestando, cada vez com mais intensidade.
Mas o que ficou para mim, de toda obra, é que a natureza humana verdadeira é justamente a que foi mostrada por esse grupo que aprendeu a sobreviver e cuidar uns dos outros, e é esta que ele nos instiga a abrir os olhos para ver, não é um grito desesperado de quem vê que não tem mais jeito.
É um grito desesperado de quem nos diz: Abram os olhos, vejam quem são vocês, vejam o outro como ele realmente é, feche os olhos para o aspecto material e enxergue a grandiosidade que é o ser humano, enquanto é tempo.
ISSO É O QUE SOMOS, SÓ NÃO ENXERGAMOS PORQUE ESTAMOS COM OS OLHOS FECHADOS- BASTA ABRIR E VER- ISTO É A NOSSA ESSÊNCIA.
Bel
terça-feira, 29 de março de 2011
COMENTÁRIO LITERÁRIO
Comentário Literário II
Título da obra: No fundo dos teus olhos
Autora: Bel Plá
Título da obra: No fundo dos teus olhos
Autora: Bel Plá
Livro de estréia de Isabel Plá da Silva (clipeana), nos traz uma iniciante corajosa. Usa técnica em terceira pessoa, para nos apresentar a personagem Ivy que conta sua trajetória desde a infância até o encontro consigo mesma, adulta e dona de seu destino. Livro de ficção, não esconde traços auto-biográficos que valorizam o gênero feminino, dividido entre a maternidade, papéis sociais pré-estabelecidos e a realização pessoal. Cheia de incertezas, medos e perguntas sem respostas, Ivy representa todas as mulheres. Com sua linguagem simples e direta, a coragem de se expor, de procurar caminhos, a autora conseguiu o mais difícil: capturar a palavra certa, que é sempre fugidia quando dela precisamos. Continua, Isabel. Parabéns!
Clipeana Lia Bachettini
sábado, 26 de março de 2011
Dia 27/3- Dia do Circo
Não chorou ao saber que a Branca de Neve caiu em sono profundo após comer a maçã envenenada?
Não voou junto com Peter Pan ou vasculhou o jardim atrás de duendes ou fadas?
Não desejou escrever uma carta para o Tio Patinhas para saber como ele não machuca a cabeça ao dar um ponta na sua piscina de moedas?
ஞ ஞA fantasia é necessária na infância e é um direito que não deve ser roubado pelos adultos.
E na idade adulta pode ser bastante útil aguentar barras difíceis lembrando o que nossos pais diziam:
"Depois de casar sara".
Brinquem, crianças, brinquem muito, a Vida é bela.
É preciso ter a cabeça um pouco nas nuvens, tendo os pés bem firmes no chão.
ஞ ஞBrincar e fantasiar é viver.
A criança que brinca é uma criança mais alegre, feliz, que sabe rir e sentir prazer.
E isso vai se refletir por toda sua vida.
ஞ ஞVamos falar de todas nossas fantasias, sonhos;;;
Resgatar essa criança que não se cansa de se maravilhar com o milagre da vida e continua sempre acreditando.
Não tem coisa mais triste do que tirar de alguém a esperança...
a possibilidade de continuar tendo fé,
a certeza de que tudo, no final, acaba sempre dando certo.
ஞ ஞO circo simboliza esse mundo encantado, onde tudo é possível, onde não há ladrões de sonhos, onde não se paga imposto para rir, e onde há um mistério em cada canto...
E o palhaço, o que é?
É ladrão de mulher?
Bel Plá
sexta-feira, 18 de março de 2011
ORAÇÃO CONJUNTA DE AMOR À HUMANIDADE

“O Amor de Deus preenche toda a face da Terra e desfaz todos os sentimentos contrários ao amor. Todos os povos do mundo são vivificados pelo Amor de Deus e amam-se uns aos outros. A partir deste momento, não haverá mais vibrações destrutivas como a ira, o ódio, o rancor e a hostilidade”.
“O infinito Amor de Deus flui para o meu interior e em mim resplandece a luz espiritual do amor. Esta luz se intensifica, cobre toda a face da Terra e preenche o coração de todas as pessoas com espírito de Amor, Paz, Ordem e Convergência para o Centro”.
“O infinito Amor de Deus flui para o meu interior e em mim resplandece a luz espiritual do amor. Esta luz se intensifica, cobre toda a face da Terra e preenche o coração de todas as pessoas com espírito de Amor, Paz, Ordem e Convergência para o Centro”.
quarta-feira, 16 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
CONTATO COM A NATUREZA REFORÇA O SISTEMA IMUNOLÓGICO, OU “JÁ ABRAÇOU SUA ÁRVORE HOJE?”
No exemplar da revista Abril de julho passado, foi revelado o resultado de um estudo sobre saúde, realizado no Japão. A prática, realizada em grupos de pessoas saudáveis, foi denominada de “Shinrin-yoku”, ou “banho de floresta”. Consistiu em caminhadas controladas em locais arborizados e urbanos, em grupos distintos e dias alternados. Para controle, foram analisados níveis de linfócitos e leucócitos, os responsáveis pela imunidade do corpo, e também o cortisol, que, em níveis elevados, principalmente provocado por stress, é responsável por inibir essa função importante de proteção do organismo à agentes causadores de doenças.
Os resultados foram de diferenças significativas entre os dois momentos da experiência, comprovando os enormes benefícios que o contato com ambientes naturais, mesmo que por poucas horas, pode proporcionar ao organismo humano. Em contrapartida, acentua os prejuízos que as “prisões de concreto” impõem à saúde física e psicológica de cada pessoa.
Ao ler um artigo como esse, realizado com pessoas que gozam de saúde plena e, estendendo a uma situação concreta de cura de enfermidades, visualizo a cena em que o médico chega ao quarto do hospital, para fazer a visita diária aos seus pacientes. Então, auxiliado pelos enfermeiros, ajudando-os a levantarem-se ou conduzindo suas cadeiras de roda, os leva a passear num jardim anexo ao prédio, projetado especialmente para esse fim. Como essa pratica, aliada aos tratamentos terapêuticos convencionais, provocaria reflexos positivos significativos! Utopia?
Parece-me que esse efeito se igualaria aos obtidos por aqueles médicos e enfermeiras do estilo Patch Adams, denominados de Anjos da Enfermagem, ou Médicos da Alegria, ou outros termos assemelhados, com aquele enorme sorriso e fazendo as crianças doentes terem fartos de risos, aumentando com isso suas taxas de imunidade. Que pesquisas como essas prossigam e se multipliquem, e sejam noticiados seus resultados e contagiem os governantes e os profissionais responsáveis pela manutenção da saúde, principalmente a pública, que anda tão carente de atendimento humanizado.
A natureza tem a essência da própria Vida, a mesma que nos anima .Os elementos que constituem as folhagens, a água, o vento, a luz do sol, a terra, têm propriedades relaxantes e regeneradoras, seus efeitos são incontestavelmente benéficos e necessários para um viver de forma saudável e vigorosa. Na luta diária pela subsistência, em busca de dar uma vida digna a nossos familiares, ocupados em formação, preparação profissional, estabelecer uma posição na sociedade, nos envolvemos num sem-fim de tarefas e compromissos inadiáveis, sem tempo nem para dar um “abraço” na árvore que está ao lado da porta da nossa casa. Não nos dispomos a sentir o cheirinho de terra que levanta no inicinho da chuva, pois isto não está registrado na nossa agenda.
Necessitamos urgente de uma reprogramação nas nossas prioridades, estabelecendo devida atenção aos diversos setores da nossa vida, de forma harmônica, como seres totais que somos. Aí acharemos tempo até para tirar os sapatos e dar uma boa caminhada sentindo nossos pés tocando na terra.
E que coisa boa se, nesse retorno à natureza, da qual somos parte integrante, também causássemos apenas efeitos benéficos a ela. Aí o efeito seria duplo. Utopia?
Bel Plá
quinta-feira, 10 de março de 2011
RESENHA - Jesus, o filho do homem
Um livro emocionante, escrito por Gibran Khalil Gibran, o poeta do Líbano, onde ele nos leva a construir um perfil de Jesus de Nazaré a partir dos relatos das pessoas que o conheceram e chegaram a conviver com ele, seja apenas por uma única vez, como foi o caso de Simão Cirene, o homem que carregou a cruz.
“Agora, o homem cuja cruz eu carreguei tornou-se minha cruz. Se me dissessem novamente: ‘ Carrega a cruz desse homem’, eu a carregaria até que meu caminho terminasse no túmulo. Mas eu Lhe pediria que colocasse Sua mão sobre meu ombro.”
Ele escreve na visão de um repórter que teria vivido na época de Jesus e teria entrevistado cada uma das pessoas que o conheceu ou que conviveu com ele. Somos conduzidos a acompanhar entrevista após entrevista... Uma inspiração de arrepiar, tem trechos que são emocionantes, tu lê e jura que realmente a pessoa contou aquelas coisas para ele.
Neste livro, Gibran expõe sua profunda paixão por Jesus, o Nazareno, onde ele o apresenta não com a visão comum de um homem manso, humilde e passivo, historicamente transmitida, mas sim como o revolucionário e corajoso amigo dos fracos e aliado dos oprimidos. Sua redatora, Bárbara Young, relata o êxtase físico, emocional e espiritual com que o autor entregou-se a esse trabalho.
São relatos fortes, fundamentados nas passagens dos Evangelhos , ao mesmo tempo com um conteúdo extremamente poético, tornando a leitura fascinante. Gibran nos traz, a cada relato, um Jesus real, cheio de emoção e vida, e o aproxima um pouco mais de nós.
“Ele era uma montanha em chamas na noite, e era também um ligeiro brilho além das colinas. Era uma tempestade no céu, e era também um murmúrio na névoa da aurora. Era uma torrente jorrando das alturas às planícies para destruir todas as coisas em seu caminho. E era como a risada das crianças.” Raquel, uma discípula.
Bel
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