" Quando me ponho a compor frases e rimas, não sou mais eu a pensar, mas a Alma de Poeta que cisma em fazer giros no ar..."
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
CIRANDA DA PAZ \\O//\\O//
Amigos, o ano de 2012 está abrindo suas portas e
nos convidando a conhecê-lo. Convido a todos para adentrarmos o Novo Ano de
mãos dadas, vivenciando a paz em cada um dos dias que ora se anunciam.
De mãos dadas com os irmãos,
Muito amor no coração,
O dom da vida agradeço
Ao Senhor da Criação.
Espalhando boas novas,
Refletimos na missão.
Refletimos na missão.
Mesmo que a nuvem da dor
Nos abafe com seu manto,
Perseveramos na fé
E enxugamos nosso pranto.
A Vida traz o conforto,
Basta sentir seu encanto.
E enxugamos nosso pranto.
A Vida traz o conforto,
Basta sentir seu encanto.
Quero a todos desejar
Um ano cheio de paz.
Reflitamos na mensagem
Que esta data ora nos traz.
Se vivenciarmos o Amor,
A paz a gente é que faz!
Bel Plá
domingo, 4 de dezembro de 2011
Uma dádiva de cura para a humanidade
MUSICAL RAPTURE A Healing Gift for Humanity
(compartilhado da amiga terapeuta Stellinha)
A frequência desta música celestial se comunica com a Inteligência Divina do corpo a um nível celular, elevando a consciência de cada célula. Enquanto a música acalma e conforta as células, a habilidade natural de se curar é intensificada.
Esta música sagrada é compatível e funciona em harmonia com cada modalidade de cura ou tratamento médico que uma pessoa optar por experenciar. A música ressoa como uma bênção adicional para todos que estejam lidando com alguma forma de câncer.
Está música é uma dádiva do Alto e nun ca deverá ser comprada ou vendida. Por favor, compartilhem esta informação com todos que sentirem que possam se beneficiar com esta dádiva sagrada da Música Celestial. (João Cota-Robles)
site: www.eraofpeace.org
O vídeo se encontra no rodapé desta página, junto aos outros vídeos (o espaço não é compatível com este espaço)
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
lenda de natal
A LENDA DAS VELAS DE NATAL
Uma lenda antiga, austríaca, nos fala de um
pobre sapateiro que vivia na encruzilhada de
um caminho, nos arrebaldes de uma cidade.
Pensando em ajudar os viajantes que à noite
passavam por ali, mantinha, na janela de sua
casa, uma vela acesa todas as noites.
Vivia só, mas se sentia como
a criatura mais feliz daquele lugar.
Veio uma grande guerra e os jovens tiveram
que partir para o campo de luta.
Sem braços fortes para o trabalho, a cidade
foi ficando cada vez mais pobre.
Mesmo assim, lá estava a velinha do sapateiro
todas as noites.
- Quem sabe, pensavam, é aquela velinha acesa,
o segredo da felicidade desse homem.
Resolveram, então, imitá-lo.
Todos acenderam naquela noite a sua vela.
Era véspera de Natal, e, em todas as casas,
havia uma vela acesa na janela.
À meia-noite, os sinos das igrejas começaram a
tocar, anunciando a boa notícia:
a guerra terminara!
- Um milagre! diziam todos.
É o milagre das velas acesas!
Assim, todos os anos acendiam velas na
véspera de Natal...
E o costume se espalhou...
E se me tivessem aprisionado todas as palavras?
Eu aproveitaria esse tempo de reclusão, em que teria uma intimidade forçada com as palavras aprisionadoras e as estudaria profundamente a fim de entender sua dinâmica e poder utilizá-las em uma trama e construir um novo romance, em que revelaria uma face de mim que eu ainda desconhecia, o que seria deveras libertador.
Belsexta-feira, 25 de novembro de 2011
A alma...
A alma da
Mulher que Escreveu a Bíblia.
Setecentas eram as esposas.
Uma só, a feia,
trazia estampado na cara o
dom da redenção
de todas as mulheres.
Um talento,
o dom de decifrar signos,
a retiravam da clausura
da ignorância.
A feiúra,
mais que um defeito,
era seu trunfo.
Por detrás dos muros de
Jerusalém,
uma mulher contou uma
história
vivida por muitos,
e fez sua estória,
galgou degraus
reservados a poucos.
Todas as riquezas do rei
Salomão
foram postas a seus pés.
Triunfante,
escolheu a liberdade,
o caminho do amor
verdadeiro,
ou apenas uma caverna
e muita sacanagem.
Bel
Plá
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Me dá a mão, vamos sair pra ver o sol!
Eu tava triste
Tristinho!
Mais sem graça
Que a top-model magrela
Na passarela
Eu tava só
Sozinho!
Mais solitário
Que um paulistano
Que um canastrão
Na hora que cai o pano
Tava mais bôbo
Que banda de rock
Que um palhaço
Do circo Vostok...
Mas ontem
Eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju
Ou do Alabama
Dizendo:
Nêgo sinta-se feliz
Porque no mundo
Tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito muito te ama,
que tanto te ama!...
Tristinho!
Mais sem graça
Que a top-model magrela
Na passarela
Eu tava só
Sozinho!
Mais solitário
Que um paulistano
Que um canastrão
Na hora que cai o pano
Tava mais bôbo
Que banda de rock
Que um palhaço
Do circo Vostok...
Mas ontem
Eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju
Ou do Alabama
Dizendo:
Nêgo sinta-se feliz
Porque no mundo
Tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito muito te ama,
que tanto te ama!...
Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
(Telegrama- Zeca Baleiro)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Essência da poesia

domingo, 13 de novembro de 2011
Saudade
Como um vulto no escuro,
ela chega em silêncio,
tranquila, como se não fosse
triste...
sedosa, como se não fosse
fria...
Tal qual uma mulher,
ela chega de repente,
manhosa...
cheirosa...
como se não fosse áspera.
Imitando os acordes de um violino,
o esplendor das flores,
a maciez das plumas...
ela chega palpitante,
sussurrante...
como se ouvi-la,
vê-la,
e senti-la,
nâo provocasse espanto.
Ela chega com a ternura das crianças,
sorrindo,
acariciando,
beijando...
e quem está sozinho,
recebe-a,
como se esta vinda
não provocasse dores.
Bel
sábado, 12 de novembro de 2011
poesia da minha infância
Leilão de jardim
Cecilia Meireles
Quem me compra um jardim
com flores?
borboletas de muitas
cores,
lavadeiras e
passarinhos,
ovos verdes e azuis
nos ninhos?
Quem me compra este
caracol?
Quem me compra um raio
de sol?
Um lagarto entre o muro
e a hera,
Uma estátua da
Primavera?
Quem me compra este
formigueiro?
E este sapo que é
jardineiro?
E a cigarra e a sua
canção?
E o grilinho dentro
do chão?
(Este é o meu leilão!)
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
No fundo dos teus olhos...
"Ela ficava lendo as poesias e imaginava como seria esse homem que escrevia tantas coisas lindas sobre o amor, sobre a mulher, fazia dele a imagem de um príncipe, com toda a delicadeza que um homem apaixonado pode ter por sua amada. Delicado, dedicado e romântico. Lhe traria rosas todos os dias, todos os homens apaixonados trazem rosas, andaria num cavalo branco, pois o cavalo dos enamorados é se...mpre branco e tem rédeas decoradas com fios de ouro. E falaria macio, como todos os príncipes dos contos de fadas falam. E a chamaria de princesa, mas ele certamente não existiria. Pois os príncipes só existem dentro dos livros de contos de fadas, não são como gente, não comem, não arrotam, e não precisam dormir nunca. Eles só dormem quando a gente fecha o livro. Por isso ela mantinha sempre um livro aberto, com alguma leitura em curso. Para dar vida àqueles personagens vindos do mundo dos sonhos, mantê-los acordados e ocupados em lhe trazer colorido aos pensamentos, esperança à alma ainda debutante no baile dos relacionamentos amorosos."
Bel Plá- livro "No Fundo dos Teus Olhos"
Bel Plá- livro "No Fundo dos Teus Olhos"
sábado, 5 de novembro de 2011
A função da arte/1
"Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que
descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas
altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia,
depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a
imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao
pai: — Me ajuda a olhar!"
Eduardo Galeano "Livro dos Abraços"
domingo, 30 de outubro de 2011
"Livros são eternos e o ato de ler, um ritual (29 de outubro, DIA NACIONAL DO LIVRO
"Li em um artigo que Saramago era do tempo do livro, do papel, dizia que uma pessoa pode deixar cair uma lágrima sobre um livro, mas é mais difícil lágrimas rolarem sobre um computador. Partilho do mesmo sentimento, frequentemente me vejo envolvida lendo escritos no mundo virtual, me emociono, me alegro, e até derramo lágrimas, mas nada substitui o... ato de ler um livro.
Apesar da expansão dos e-books, livrarias e bibliotecas serão sempre espaços consagrados para a difusão da cultura. Quem já viajou por entre estantes de uma biblioteca, deslizou os dedos por entre os tomos, tomou contato com as texturas e deliciou-se em tirar lasquinhas dos conteúdos a uma primeira espiadela nas orelhas, tem a certeza que livros não deixarão de ser editados.
O livro tem uma magia que o pc não tem, existe um ritual próprio no ato de ler, que envolve todos os sentidos. Ritual este que não tem regras, e é único para cada leitor. A magia se completa no instante em que suas páginas são abertas e seu interior é explorado. A leitura faz a luz vencer as trevas e dá ao nosso pensamento as asas da liberdade. Os livros nos levam a muitos mundos e diferentes emoções...
Para mim, computador é para escrever e para pesquisar, conhecer, se comunicar com as pessoas, encurta tempo e distância, e já não me imagino sem esta ferramenta poderosíssima, mas um caso de amor, só com o livro mesmo, não acredito que vá se achar um substituto para o termo 'folhear' ".
Apesar da expansão dos e-books, livrarias e bibliotecas serão sempre espaços consagrados para a difusão da cultura. Quem já viajou por entre estantes de uma biblioteca, deslizou os dedos por entre os tomos, tomou contato com as texturas e deliciou-se em tirar lasquinhas dos conteúdos a uma primeira espiadela nas orelhas, tem a certeza que livros não deixarão de ser editados.
O livro tem uma magia que o pc não tem, existe um ritual próprio no ato de ler, que envolve todos os sentidos. Ritual este que não tem regras, e é único para cada leitor. A magia se completa no instante em que suas páginas são abertas e seu interior é explorado. A leitura faz a luz vencer as trevas e dá ao nosso pensamento as asas da liberdade. Os livros nos levam a muitos mundos e diferentes emoções...
Para mim, computador é para escrever e para pesquisar, conhecer, se comunicar com as pessoas, encurta tempo e distância, e já não me imagino sem esta ferramenta poderosíssima, mas um caso de amor, só com o livro mesmo, não acredito que vá se achar um substituto para o termo 'folhear' ".
sábado, 29 de outubro de 2011
O mundo
Um homem da adeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir ao céus.
Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
- O mundo é isso - revelou.- Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e ......fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento,e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.
Eduardo Galeano - O livro dos Abraços
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
"Ora, direis, ouvir estrelas...
Certo... perdeste o senso."
(Olavo Bilac)Via Láctea
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e entender estrelas"
Olavo Bilac
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
DIA DO POETA- 20 de outubro
Foi ontem, mas o Blogger não me deixou postar.
Uma homenagem a todos os operários das letras, que, com inspiração e
trabalho dedicado, traduzem em palavras o que passa despercebido pela
maioria dos mortais.
POETA, NÃO DÁ FOLGA À TUA PENA!
PALAVRA
Palavra.
Quero o dom da palavra,
falar frases sem nexo,
construir orações incoordenadas,
descoordenadas,
perplexas...
A perplexidade
me assusta
e me anima.
Nela me escondo,
e escondo
meu temor
de não saber falar,
de não construir
frases
desconexas...
Frases
destituídas de sentido,
pobres de ritmo,
afogadas
num rio de sílabas...
desorientadas e frágeis.;
Meus lábios
as compõem,
as expiram.
Minha garganta
as liberta,
lentamente,
desconexamente,
deliradamente.
E meus dentes
se cerram
e se trincam,
e elas fogem,
por entre os dentes,
e se dilatam.
Sons nasais,
sons bilabiais,
sons guturais...
Fonemas.
Eu os construo,
e os expugno.
Delicadamente,
honestamente,
eu proclamo a minha fraqueza,
a minha singeleza,
a minha falta de jeito,
em construir
palavras.
Falo em amor,
e roma,
e mora,
e omar,
e ramo...
Sou minha pena,
e meu fonema,
é pálido,
é pacato,
não tem matizes,
é só um fonema...
humano...
Bel Plápoesia
Sonhando com as estrelas
parecia que sorriam.
Parecia?
elas brilhavam
e em sonho me contavam
coisas que eu já ouvi,
mas parece que me esqueci.
Eu olhava...
e meus olhos, marejados,
delas não desgrudavam,
era verdade,
elas sorriam.
Não era sonho,
era até dia!...
Eu sabia
que elas existiam,
eu sonhava
e elas me diziam:
Acredita!
Sonha
e o teu sonho
se realiza.
Eu olhava...
e escutava,
e elas me falavam
coisas de um tempo
em que a gente
era pura poesia.
Bel Plá
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